terça-feira, 18 de dezembro de 2012

BEM AVENTURANÇAS



" Bem aventurado aquele que conhece o significado do perdão.
Bem aventurado o puro de coração porque nele não existe maldade.
Bem aventurado o que pratica a caridade, com amor e humildade no coração.
Bem aventurado o que ampara o irmão na hora da aflição.
Bem aventurado o que crer na ressureição e não blasfema contra as Leis Divinas.
Bem aventurado o que caminha pela senda do bem, pois ele habitará nas moradas iluminadas pelas bênçãos do Altíssimo.
Bem aventurado o que crer na oração, pois ela e a luz e o conforto.
Bem aventurado o que obedece aos mandamentos de Deus, por que ele será salvo.
Bem aventurado o que santifica a verdade, pois ela é o caminho que nos conduz ao Eterno Pai.
Bem aventurado o íntegro de coração, porque ele pratica a Verdade".
Que as bençãos do Céu tranquilizem o coração do homem e lhe facilite a caminhada terrestre para que o regresso ao Plano Superior seja iluminado pala luz da Vida Maior.
Do livro: Morte e Vida
Espírito William Eduardo
Autora: Rozalia P. Nakahara

PRECE


" Senhor da bondade,
Derrama suas bênçãos sobre nós,
Embala docemente a lama dos encarnados,
Acaricia-lhes com teu amor,
Acende a tocha da esperança
Em seus corações.
Senhor, semeia no coração do homem
A semente da verdade, do amor
E da caridade,
Permita que os Mensageiros da Luz
Inspirem-lhes sentimentos de caridade,
E assentem no santuário dos seus corações
Perseverança e bondade.
Senho, facilita-lhes a caminhada
No curso da vida para que se sintam amparados
Pelas tuas bençãos
Para que todos que deles se aproximarem
Sintam-se envolvidos pela Tua Paz.
Que o Senhor da bondade,
Ilumine os nossos caminhos".

Do livro: Morte e Vida
Espírito William Eduardo
Autora Rozalia P. Nakahara

PRECE


"Amados Mestre, abrasai-nos o coração com Vosso amor.
Fazei-nos portadores da Vossa Benignidade.
Mestre, que as Vossas bênção balsameim
nossos caminhos com o aroma da paz.
Senhor, os Vossos ensinamentos e a Vossa Verdade 
são a luz que nos guia na vida eterna.
Sabemos Senhor, que o Vosso amor é Grande
e a Vossa Verdade ultrapassa a mais alta nuvem do Céu.
Senhor, conduzi-nos pelo Vosso caminho,
ele é eterno e verdadeiro.
Fazei-nos compreender as Vossas Leis.
Sabemos, Senhor, que pelas Vossas veredas não há como tropeçar.
Mestre, santificai o Universo com Amor e Verdade.
Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo".

Do livro: Morte e Vida
Espírito William Eduardo
Autora Rozalia P. Nakahara

PRECE


" Senhor, dai-nos discernimento e resignação.
Dai-nos força e encoraja-nos na luta do bem,
Extingui o mal que assoia o coração do homem.
Senhor, que as faltas da vida corpórea
não sejam impedimento para suas evoluções.
Senhor, com humildade nós vos pedimos, 
transformai os roserais espinhosos do seus caminhos
em aveludado tapete de pétalas brancas,
sempre perfumado com aroma do Vosso amor.
Senhor, dai-nos a verdadeira sabedoria,
para corrigirmos, em nós, as nossas faltas.
Senhor, que a verdade seja o nosso guia,
e a nossa fé, a taça da felicidade eterna.

Do livro: Morte e Vida
Espírito William Eduardo
Autora Rozalia P. Nakahara

ORAÇÃO


Senhor,
No silêncio desta hora,
Venho pedir-te a paz, a sabedoria, a força.
Quero hoje olhar o mundo
Com os olhos cheios de amor;
Quero ser paciente, compreensivo,
Manso, prudente.
Quero ver teus filhos, além das aparências humanas,
Como tu mesmo os vês
E assim, Senhor,
Não ver senão o bem em cada um.
Cerra meus ouvidos a toda calúnia.
Guarda minha língua de toda maldade.
Que só de bênçãos se encha meu espírito.
Que eu seja tão com e tão alegre,
Que todos quantos se aproximem de mim
Sintam Tua presença.
Reveste-me de Tua graça, Senhor,
E que, no decurso de minha vida,
Eu não te ofenda,
Mas 
Te revele a todos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

EM ALÉM DO TÚMULO

Em meados do Século XX, o psiquiatra A.P.G., debatia-se no processo da desencarnação, em um porfiado duelo com a morte. O sofrimento subjugava a forma e a sambra da morte planava sobre a carne. O espírito era compelido a abandonar o corpo físico a contragosto. Como andarilho desditoso, desnorteado andava pelo caminho da amargura. Neblina espessa obscurecia a paisagem, o vento forte e úmido soprava, deixando no ar vaga expressão de Lamento. Os equívocos e os vícios da vida corpórea naufragava nas experiências de recém-desencarnado, arrastando-o ao lamentável estado de perturbação. Com os pensamentos em dasalinho, cultivava as ondas crescentes de ódio, revolta e mágoas que se instalaram
em sua mente, atormentando-o, levando-o ao labirinto de pesadelos e horror, à densa angústia espiritual. Ilhado no desespero, desatava os laços do egoísmo engastado no Espírito. Não suportando o fardo do sofrimento, seu desespero atingira o auge. Abrasado pela sobrecarga do sofrimento, experimentava impressão angustiante, sensações indescritiveis lhe martelavam incessantemente o cérebro. Emocionalmente perturbado, sofria sem
o consolo de familiares ou amigos, sentia o mais terrível abandono, precisava de claridade mental para prosseguir. Desdobravam-lhe avassaladas
lembranças da vida corpórea, esposa e filhos se distanciavam no tempo. Examinava, atentamente, a si mesmo. Experimentava a sensação de estar
preso à agonia em que se encontrava. O rancor por aquele que lhe tirara a vida assomava seus pensamentos, permitindo-lhe nutrir o forte desejo de vingança, manosprezando-lhe a dignidade e os sentimentos nobres que ainda lhe restavam.
Turbilhões de pensamentos assomavam-lhe a mente, sustentando a realidade da morte física. Engolfado nas vaidades da experiencia humana,
esquecera o Eterno Pai. Todos os seus sentimentos concentravam-se no egoísmo e na ambição, levando-o ao assédio incessante de forças perversas que o assolavam no caminho ermo da paisagem obscura da desencarnação, na obscuridade das regiões desconhecidas do purgatório, onde sofrera quinhões. Encontrava-se na neblina imensa da desilusão. Pensamentos de ódio embalavam-no na escuridão das trevas onde passara, por longo tempo, em grande desesperação, nutrindo sentimentos acintosos, que contribuíam, com sua desventura, para levá-lo ao mar de forças ignotas.
Precisava confiar na Providência Divina e em si mesmo, mas para isso era preciso converter o ódio em perdão, libertar-se das tentações complexas do egoísmo.
Sentia-se como enfermo apoquentado por inúmeras feridas; conservava no íntimo as cicatrizes da morte física. Espezinhado pelo sofrimento, caminhava na sambra da dor, via-se forçado ao terrível abandono. Sem lograr sequer uma palavra consoladora, entregava-se à amargura.
Na memória, a saudade incontida convertia-se em dor, com o coração a explodir de angústia. Suplicara piedade, o antídoto para combater o ódio do coração. Naquele momento, Deus enviara-lhe em socorro Entidades benévolas e ditosas. Com sublimes preces, estimulavam-lhe o rompimento das
vibrações densas da autopiedade e de revolta, que se aliciava à sua mente atormentando-lhe o cérebro com a ausência da crença em Deus, impossibilitando-lhe o desenvolvimento espiritual. Irrigado de esperança e renovação, o amor emanava do seu coração, aniquilando as forças densas nutridas pela desesperança, deixando as energias benéficas modificarem -lhe a paisagem íntima. Agora se defrontava com desprendimento dos derturbadores umbralinos, e do desabrochar das reminiscências em que se cumpliciavam os erros da vida corpórea.
Resgatado, agora, o médico A.P.G. encontrava-se em uma nova esfera, onde fora submetido ao tratamento para cura das feridas perispírituais
que ainda amargavam-lhe o sentimento magoado por aquele que lhe negara o direito à vida, enjaulando-o ao sofrimento que lhe torturava a alma.
No novo Lar submetia-se ao esquecimento das reminiscências do domicílio da vida terrena, dos descendentes que deixara no mundo e das inquietação que lhe assomavam ao Espírito agoniado. A Providência Divina nomeou Entiades elevadas e ditosas para reconforta-lhe o coração.
A sagrada bênção do mundo espiritaul, conduzia-o ao divã da sublime elevação. Trêmulo de contentamento, o barco da sua esperança ancorava no porta da fé. ompreendera, então, que o sofrimento não se edificara pelas lágrimas, nem pelas feridas sanguinolentas, libertou-se das amarguras, das quais se tornara prisioneiro.
No amparo de amigos, no núcleo de atividades, o sol espiritual iluminava-lhe pela primeira vez, depois de anos confinado na escuridão do próprio
sofrimento.
A majestosa luminosidade envolvia-lhe em renavadas bênções de alegria e de paz...
***
Em 1.984, a vida penetrava no ventre de uma jovem mulher. No útero ela refugiara a vida concebida, nutrira e protegera carregando-a no ventre,
abrigou-lhe em seu próprio corpo nesse estágio inicial da vida da criança, cujo corpo físico servira de veículo para o espírito A.P.G. Conduzido pela Inteligência Suprema a um novo corpo físico em formação. O médico A.P.G. se preparava para o reencarne, passando pelas modificações intensas do processo reencarnatório, revivendo conglomaradas etapas de sua trajetória evolutiva, preparando-se para o regresso no refúgio maternal da carne. Agora partia para o seio da afetuosas mãezinha que Jesus lhe destinou.
Em 1.985, a jovem mamãe recebera em seus braços o médico A.P.G. Reencarnado, o experiente médico, pai de família, voltara a ser criança. Desprotegida e indefesa, precisava de cuidados. Tranquilo e sorridente, William Eduardo irá crescer. Protegido pelos amigos desencarnados que
permanecem na eternidade, e cumprir a incumbência que lhe fora destinada na Terra. Encarnado, (A.P.G.) William Eduardo sonhava com a cena trágica de sua morte anterior, e os caminhos tortuosos por ele percorridos em além-túmulo. William Eduardo recordava-se de sua morte, existência de A.P.G., seu corpo carnal acamado em um leitor hospitalar, gravemente ferido pelo amigo e colega de profissão com um punhalada.
Bruscamente separado do corpo, na existência anterior, em visões William Eduardo vivenciava a própria agonia, no esforço feito para se desprender da matéria. Ainda "ligado" ao corpo físico, no sepulcro, perturbado, o Médico A.P.G. tracejava a mercê de Entidades que andavam a ermo em além-túmulo.
Desencarnado, de Além-Túmulo, William Eduardo narrou sua própria história.
Do Livro O Regresso Psicografia de Rozalia P. Nakahara
Espírito William Eduardo

UM RECADO DE DEUS





Aqueles que dispõem da visão perfeita, com certeza não podem avaliar a preciosidade que é ter noção de espaço, distâncias, cores - tudo o que os olhos oferecem todos os dias.

Por isso, ouvir o depoimento de uma senhora novaiorquina, cega, que mora sozinha, é oportuno.

Durante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo. Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera.

Seus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. É como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.

Preparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do verão.

Caminhando tranqüila pela rua sem saída, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se não desejava uma carona.

“Não”, respondeu ela. As minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas estão precisando ser lubrificadas e um passeio a pé me fará bem.

Ao chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que alguém se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde.

Os segundos pareceram uma eternidade. E ninguém aparecia. Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ruído nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.

Por um momento se sentiu só, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da memória, recordou-se de uma canção de boas-vindas à primavera, que havia aprendido na escola quando era criança.

De repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada.

“Você me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?”

Ela fez que sim com a cabeça, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um “sim”.

Delicadamente, ele segurou o braço dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles.

Como andavam no mesmo passo, era difícil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos automóveis. Devia ser a mudança de sinal.

Ela se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia.

Antes que pudesse dizer uma palavra, ele já estava falando:

“Não sei se você percebe como é gratificante encontrar uma pessoa tão bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.”

***

Às vezes, quando nos sentimos sós no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensação de isolamento e disparidade.

É sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limitações que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como nós, passam por situações semelhantes.

E, o mais importante, lutam e vencem. É a mensagem viva de bom ânimo da divindade para as nossas próprias vidas.




Equipe de Redação do Momento Espírita