sexta-feira, 7 de junho de 2013

ONDE ESTÁS, Ó DEUS, QUE NÃO ME RESPONDES!

Onde estás, ó Deus, que não respondes!

Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos Te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, senhor Deus?
À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.
Por que permitiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã?
Por quê?
Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.
E quando empreendemos as Cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis?
E durante a Inquisição de tanta barbárie?
E todos os dias, onde está Deus?
Onde está Deus quando enganamos nosso irmão? Quando mentimos para conseguir favores que desejamos?
Quando desonramos o lar, com o adultério? Quando eliminamos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação?
Onde está Deus quando deixamos nossos filhos à matroca, sem orientação, porque preferimos a acomodação?
Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas?
Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso irmão? Ou da eutanásia?
Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.
Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.
Criou os mundos para que neles trabalhássemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.
A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a consequente Lei de Causa e Efeito.
Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.
Ele nos permite a livre semeadura, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.
Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem e alcançam felicidade.
Uns estão semeando hoje. Outros tantos estão realizando a colheita das bênçãos ou das desgraças que se permitiram semear.
Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.
Portanto, não indague onde está Deus, quando você contemple a injustiça. Trabalhe pela justiça.
Não pergunte onde está Deus, quando observe a violência. Semeie a paz.
Não questione onde está Deus quando a miséria campeia. Utilize seus recursos para semear riquezas.
Enfim, onde quer que você esteja, lembre que Deus está em você e com você. E espera que você seja o Seu mensageiro de bênçãos, onde se encontre.
Pense nisso. Pense agora e comece a demonstrar ao mundo o Deus que existe em sua intimidade.
Redação do Momento Espírita.

ORAÇÃO A MI MESMO


Que eu me permita olhar e escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm
e não a inveja que prepotentemente penso que têm.
Escutar com meus ouvidos atentos
e minha boca estática,
as palavras que se fazem gestos
e os gestos que se fazem palavras.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.
Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim
e comigo morrem por eu não os saber sonhos.
Então, que eu possa viver
os sonhos possíveis
e os impossíveis;
aqueles que morrem
e ressuscitam
a cada novo fruto,
a cada nova flor,
a cada novo calor,
a cada nova geada,
a cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar, sonhar o mar,
sonhar o amar, sonhar o amalgamar.
Que eu me permita o silêncio das formas,
dos movimentos,
do impossível,
da imensidão de toda profundeza.
Que eu possa substituir minhas palavras
pelo toque,
pelo sentir,
pelo compreender,
pelo segredo das coisas mais raras,
pela oração mental (aquela que a alma cria e
que só ela, alma, ouve e só ela, alma, responde).
Que eu saiba dimensionar o calor, experimentar a forma,
vislumbrar as curvas, desenhar as retas, e aprender o sabor da exuberância que se mostra nas pequenas manifestações da vida.
Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos, fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me
e recriando-me a cada instante.
Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.
Que meu choro não seja em vão,
que em vão não sejam
minhas dúvidas.
Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.
Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo:
— Que eu não tenha medo de meus medos!
Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis,
e desperte com o coração cheio de esperanças.
Que eu faça de mim um homem sereno
dentro de minha própria turbulência,
Sábio
dentro
de meus
limites
pequenos
e inexatos,
humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas
(que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas
e o quanto é valiosa minha pequenez).
Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso,
ser órfão.
Permita-me eu ensinar o pouco que sei
e aprender o muito que não sei,
traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria
com que os simples traduzem suas experiências;
respeitar incondicionalmente o ser;
o ser por si só,
por mais nada que possa ter além de sua essência,
auxiliar a solidão de quem chegou,
render-me ao motivo de quem partiu
e aceitar a saudade de quem ficou.
Que eu possa amar e ser amado.
Que eu possa amar mesmo sem ser amado,
fazer gentilezas quando recebo carinhos;
fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.
Que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.
Amém.
Oswaldo Antonio Begiato

CHAMO ME CARIDADE


Chamo-me Caridade!
Hoje, visitei os lares pobres onde crianças esquálidas, de estômagos atormentados pela fome, solicitavam em preces infantis o pão farto que nunca lhes chegou.

Chamo-me Caridade!
Sondei os corações maternos agoniados que, de mãos vazias, só podiam ofertar as próprias lágrimas às suas criancinhas envoltas em panos pobres.

Chamo-me Caridade!
Durante a noite, presenciei famílias inteiras depositadas a beira de pontes, como se estas fossem os únicos abrigos que pudessem lhes proteger do frio da noite.

Chamo-me Caridade!
Fui de encontro aos asilos, onde velhos de toda sorte, imploravam em preces fervorosas, a palavra que nunca lhes chegou, na visita dos parentes que estão somente na memória de suas lembranças quase esquecidas.
Sondei-lhes a alma e compartilhei com eles suas dores, suas incertezas, suas angústias.
Tentei eu, em minha pobreza, soprar aos seus ouvidos: -Coragem! Coragem! Ninguém está esquecido.
O Coração do Criador a todos se manifesta. O corpo pode estar alquebrado, mas seus sentimentos permanecem vivos como nunca.
Em teus olhos vejo o brilho da vida que as rugas trabalharam.
Coragem! Coragem!

Chamo-me Caridade!
Ví adolescentes e jovens falando em morte, tentando valer-se da ausência do seu meio familiar, para buscar no consolo do sepulcro, apagar do próprio interior, as labaredas que lhes consome o mundo íntimo.
Disse-lhes: - Vai meu filho! Busca rumo diferente... Não faça de tua vida uma porção de entulho inútil. Deus te criou para superar a ti próprio. Tens todo um futuro que te sorri. Não termines assim. Não limites tua existência, tão nobre, tão grande, a uns punhados de ervas que só te multiplicam as dores...

Chamo-me Caridade!
Fui de encontro a algumas famílias cujo trabalho faltava. Ví homens honestos, suplicando a benção de uma remuneração digna, para que pudessem suprir, perante aqueles a quem amam, o básico de uma existência pobre.

Chamo-me Caridade!
Ví mulheres, cuja maquiagem exibia em meio às vestes, a imagem nítida da opulência e da vitória, mas cujos corações estavam encharcados pelo pranto amargo de não serem amadas e compreendidas.
Ouve o conselho meu e encontre na maternidade, minha querida, as forças maiores que te possam realizar. Ainda que o homem tente dominar-te os anseios mais profundos e desviar-te os passos da senda do Amor, cerra teus ouvidos a estes apelos.
Vê nos braços pequeninos, no sorriso inocente, a grande tarefa a que o Senhor te conduziu.

Chamo-me Caridade!
Hoje estou aqui, diante de vocês, apresentando-me como mendigo, implorando de cada um: -Não esqueçam a ninguém.
A grandeza do existir não se resume à disputa estéril, do berço ao túmulo.
Estou aqui para dizer a você mãezinha, que tem essa criança ao colo, nos seus braços amigos, que saiba conduzí-la com carinho na trajetória da honestidade, da decência, do Amor ao próximo.

Vim aqui implorar aos homens: - Não esqueçam de conceder às suas companheiras o carinho e o valor que elas merecem, porque somente assim podereis formar um verdadeiro Lar.
Imploro a misericórdia a todos aqueles que perambulam na noite da vida, esquecidos e atormentados. Imploro às suas mãos, ainda que frágeis, para lhes socorrer, mesmo que, por um minuto, em suas tragédias.
Hoje mesmo, ao teu lado, está o companheiro que chora, aquele que se vê envolvido em dores infindáveis. Não é um desconhecido anônimo, é alguém que, como tu, luta para amar e ser amado.

Chamo-me Caridade!
E estarei onde os olhos humanos não conseguirem me ver....

Chamo-me Caridade!
Sou a única via de acesso à verdadeira felicidade. Por isso, venho vos convidar a participar da grande festa dos anjos, através do desprendimento de si próprios, porque a lágrima do outro é a nossa própria e a dificuldade do outro é nosso grande desafio.

Chamo-me Caridade!
Conto com o apoio de todos.
Chamo-me Caridade!

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Mensagem obtida por psicofonia pelo Médium Marcio R.Horii através do Espírito Cáritas

terça-feira, 7 de maio de 2013

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES - INFINITO BOM



Eu tinha que ter... Tinha que ter você

Mesmo sem ver... Já te queria inteiro

Como pudera um pedacinho de mim

Se converter num meninão tão lindo




Mesmo sem ter... Mesmo sem ter o sol

Quero te dar luz por toda essa vida

E se há sempre um vão

Entre o que eu quero e o que eu posso fazer

Que ao menos haja sempre uma saída




Parece que vou voar a imensidão de um céu

Antes de viajar nesse mundo azul

Prometo que vou te dar

Toda parte e tudo que for meu

Você e eu, num infinito bom




Parece até conto de fadas

Te carregar dentro por tanto tempo

Mesmo depois, fica um pedaço em mim

Que não dá pra ver, mas que faz pensar tanto em você




Vai demorar um pouco pra eu aprender

Como se faz essa aventura louca

Pois ainda bem que tem teus olhinhos olhando pra mim

Que um riso novo sai da tua boca




Autor: Anibal / Família Costa

Faixa: Infinito Bom /Álbum: O Espetáculo Mais Doce da Terra

AO AMANHECER - DIVALDO FRANCO



Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

*

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

*

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.




Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco.

PAZ ÍNTIMA - CHICO XAVIER



A confiança em Deus e em ti mesmo;

A consciência tranquila;

O tempo ocupado no melhor a fazer;

A palavra construtiva;

A oração com trabalho;

A esperança em serviço;

A paciência operosa;

A opinião desapaixonada;

A benção da compreensão.

A participação no progresso de todos;

A atitude compassiva;

A verdade iluminada de amor;

O esquecimento do mal;

A fidelidade aos compromissos assumidos;

O perdão incondicional das ofensas;

O devotamento ao estudo;

O gesto da simpatia;

O sorriso de encorajamento;

O auxílio espontâneo ao próximo;

A simplicidade nos hábitos;

O espírito de renovação;

O culto da tolerância;

A coragem de olvidar-se para servir;

A perseverança no bem.

Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia a dia…

… e adquiriremos a ciência da paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor.

Herculano Pires - Chico Xavier

SOMENTE HOJE - CHICO XAVIER



Hoje a luz do presente

Dia como este dia

Em toda a vida

Terás este somente

Recorda isso

E atende todo o bem que desejes fazer

Prestação de serviço em socorro de alguém

Atenção no dever

Felicidade e paz

Esperança e carinho

Que aspires a plantar em lances do caminho

Alegria, favor,

Dádivas que pretenda ofertar

Relações que precisa recompor

Gentilezas no lar

Trabalho, o mais singelo e aquele que mais custe revisão, reajuste, corrigenda, perdão, provas de estima e consideração

Apoio espiritual em simples frases nas tarefas que abraces e abençoes

Que nada disso atrases, nem deixes que fazer para depois

Por que o tempo não volta

Contando sempre aquilo que se fez

E dia igual a hoje, só terás uma vez

"Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado. Basta a cada dia a sua própria aflição" (Mateus, 6:34)