sexta-feira, 7 de junho de 2013

CHAMO ME CARIDADE


Chamo-me Caridade!
Hoje, visitei os lares pobres onde crianças esquálidas, de estômagos atormentados pela fome, solicitavam em preces infantis o pão farto que nunca lhes chegou.

Chamo-me Caridade!
Sondei os corações maternos agoniados que, de mãos vazias, só podiam ofertar as próprias lágrimas às suas criancinhas envoltas em panos pobres.

Chamo-me Caridade!
Durante a noite, presenciei famílias inteiras depositadas a beira de pontes, como se estas fossem os únicos abrigos que pudessem lhes proteger do frio da noite.

Chamo-me Caridade!
Fui de encontro aos asilos, onde velhos de toda sorte, imploravam em preces fervorosas, a palavra que nunca lhes chegou, na visita dos parentes que estão somente na memória de suas lembranças quase esquecidas.
Sondei-lhes a alma e compartilhei com eles suas dores, suas incertezas, suas angústias.
Tentei eu, em minha pobreza, soprar aos seus ouvidos: -Coragem! Coragem! Ninguém está esquecido.
O Coração do Criador a todos se manifesta. O corpo pode estar alquebrado, mas seus sentimentos permanecem vivos como nunca.
Em teus olhos vejo o brilho da vida que as rugas trabalharam.
Coragem! Coragem!

Chamo-me Caridade!
Ví adolescentes e jovens falando em morte, tentando valer-se da ausência do seu meio familiar, para buscar no consolo do sepulcro, apagar do próprio interior, as labaredas que lhes consome o mundo íntimo.
Disse-lhes: - Vai meu filho! Busca rumo diferente... Não faça de tua vida uma porção de entulho inútil. Deus te criou para superar a ti próprio. Tens todo um futuro que te sorri. Não termines assim. Não limites tua existência, tão nobre, tão grande, a uns punhados de ervas que só te multiplicam as dores...

Chamo-me Caridade!
Fui de encontro a algumas famílias cujo trabalho faltava. Ví homens honestos, suplicando a benção de uma remuneração digna, para que pudessem suprir, perante aqueles a quem amam, o básico de uma existência pobre.

Chamo-me Caridade!
Ví mulheres, cuja maquiagem exibia em meio às vestes, a imagem nítida da opulência e da vitória, mas cujos corações estavam encharcados pelo pranto amargo de não serem amadas e compreendidas.
Ouve o conselho meu e encontre na maternidade, minha querida, as forças maiores que te possam realizar. Ainda que o homem tente dominar-te os anseios mais profundos e desviar-te os passos da senda do Amor, cerra teus ouvidos a estes apelos.
Vê nos braços pequeninos, no sorriso inocente, a grande tarefa a que o Senhor te conduziu.

Chamo-me Caridade!
Hoje estou aqui, diante de vocês, apresentando-me como mendigo, implorando de cada um: -Não esqueçam a ninguém.
A grandeza do existir não se resume à disputa estéril, do berço ao túmulo.
Estou aqui para dizer a você mãezinha, que tem essa criança ao colo, nos seus braços amigos, que saiba conduzí-la com carinho na trajetória da honestidade, da decência, do Amor ao próximo.

Vim aqui implorar aos homens: - Não esqueçam de conceder às suas companheiras o carinho e o valor que elas merecem, porque somente assim podereis formar um verdadeiro Lar.
Imploro a misericórdia a todos aqueles que perambulam na noite da vida, esquecidos e atormentados. Imploro às suas mãos, ainda que frágeis, para lhes socorrer, mesmo que, por um minuto, em suas tragédias.
Hoje mesmo, ao teu lado, está o companheiro que chora, aquele que se vê envolvido em dores infindáveis. Não é um desconhecido anônimo, é alguém que, como tu, luta para amar e ser amado.

Chamo-me Caridade!
E estarei onde os olhos humanos não conseguirem me ver....

Chamo-me Caridade!
Sou a única via de acesso à verdadeira felicidade. Por isso, venho vos convidar a participar da grande festa dos anjos, através do desprendimento de si próprios, porque a lágrima do outro é a nossa própria e a dificuldade do outro é nosso grande desafio.

Chamo-me Caridade!
Conto com o apoio de todos.
Chamo-me Caridade!

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Mensagem obtida por psicofonia pelo Médium Marcio R.Horii através do Espírito Cáritas

terça-feira, 7 de maio de 2013

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES - INFINITO BOM



Eu tinha que ter... Tinha que ter você

Mesmo sem ver... Já te queria inteiro

Como pudera um pedacinho de mim

Se converter num meninão tão lindo




Mesmo sem ter... Mesmo sem ter o sol

Quero te dar luz por toda essa vida

E se há sempre um vão

Entre o que eu quero e o que eu posso fazer

Que ao menos haja sempre uma saída




Parece que vou voar a imensidão de um céu

Antes de viajar nesse mundo azul

Prometo que vou te dar

Toda parte e tudo que for meu

Você e eu, num infinito bom




Parece até conto de fadas

Te carregar dentro por tanto tempo

Mesmo depois, fica um pedaço em mim

Que não dá pra ver, mas que faz pensar tanto em você




Vai demorar um pouco pra eu aprender

Como se faz essa aventura louca

Pois ainda bem que tem teus olhinhos olhando pra mim

Que um riso novo sai da tua boca




Autor: Anibal / Família Costa

Faixa: Infinito Bom /Álbum: O Espetáculo Mais Doce da Terra

AO AMANHECER - DIVALDO FRANCO



Dia novo, oportunidade renovada.

Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.

Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; otimismo diante das ocorrências que surgirão; coragem no confronto das lutas naturais; recomeço de tarefa interrompida; ocasião de realizar o programa planejado.

Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.

À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.

*

Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.

Dirige cada ação à sua finalidade específica.

Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.

*

Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.

Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.




Joanna de Ângelis - Divaldo Pereira Franco.

PAZ ÍNTIMA - CHICO XAVIER



A confiança em Deus e em ti mesmo;

A consciência tranquila;

O tempo ocupado no melhor a fazer;

A palavra construtiva;

A oração com trabalho;

A esperança em serviço;

A paciência operosa;

A opinião desapaixonada;

A benção da compreensão.

A participação no progresso de todos;

A atitude compassiva;

A verdade iluminada de amor;

O esquecimento do mal;

A fidelidade aos compromissos assumidos;

O perdão incondicional das ofensas;

O devotamento ao estudo;

O gesto da simpatia;

O sorriso de encorajamento;

O auxílio espontâneo ao próximo;

A simplicidade nos hábitos;

O espírito de renovação;

O culto da tolerância;

A coragem de olvidar-se para servir;

A perseverança no bem.

Conservemos semelhantes traços pessoais, na experiência do dia a dia…

… e adquiriremos a ciência da paz íntima com o privilégio de encontrar a felicidade pelo trabalho, no clima do amor.

Herculano Pires - Chico Xavier

SOMENTE HOJE - CHICO XAVIER



Hoje a luz do presente

Dia como este dia

Em toda a vida

Terás este somente

Recorda isso

E atende todo o bem que desejes fazer

Prestação de serviço em socorro de alguém

Atenção no dever

Felicidade e paz

Esperança e carinho

Que aspires a plantar em lances do caminho

Alegria, favor,

Dádivas que pretenda ofertar

Relações que precisa recompor

Gentilezas no lar

Trabalho, o mais singelo e aquele que mais custe revisão, reajuste, corrigenda, perdão, provas de estima e consideração

Apoio espiritual em simples frases nas tarefas que abraces e abençoes

Que nada disso atrases, nem deixes que fazer para depois

Por que o tempo não volta

Contando sempre aquilo que se fez

E dia igual a hoje, só terás uma vez

"Não vos inquieteis pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado. Basta a cada dia a sua própria aflição" (Mateus, 6:34)

sexta-feira, 22 de março de 2013

TEXTO EXTRAÍDO DO LIVRO LAÇO DO DESTINO

  
Na escuridão do pensamento, a luz é a verdade. Por isso, devemos ouvir com atenção as sensações que nascem na profundidade dos nossos corações – elas são ecos silenciosos que nos desvencilhará do limo da imperfeição.
Os reflexos da existência corpórea, no sepulcro, serão luz ou treva. Os sentimentos e os desejos que cultivamos durante a trajetória, ser-nos-á o guia na nova vida. A confiança sincera no amparo Divino é a mão misericordiosa que nos conduzirá pelo abençoado caminho das Aventuranças Eternas.
É precisos nos resguardarmos dos sentimentos acintosos para que a luz dissipe as trevas dos nossos caminhos, assim, evitaremos que os nossos pensamentos se emaranhem nos fios da perturbação mental, quando o pesar pelos erros pecaminosos nos compelirem a caminhadas extenuantes pelas trilhas lôbregas, onde seremos assombrados pelo retrato do passado.
No passado, todos nos já abraçamos experiências que nos emparedaram a dor, quando aguardávamos que as lembranças amargas da existência se distanciassem com tempo.
Por isso, não devemos nos deixar corromper por sentimentos que no futuro fecharão para nós, a porta da felicidade.
Para conhecermos a alegria é precisos vencer a tristeza, para que o coração possa perceber a sublimidade dos raios luminosos do amor, e do entendimento Maior.
Os que almejarem atravessar as fronteiras obscuras do sofrimento levando no coração a tocha da esperança na infinita misericórdia de Deus, devem se desprender do sentimento de culpa, para que suas caminhadas não sejam vergastadas pelas lembranças desditosas do passado. Separados das nossas vidas físicas, as imperfeições nos compelem a andar pelo caminho negro do tormento.
Na vida material, as “ardências” da carne são prazerosas, mas, ao longo da vida, as satisfações ilusórias que o vício propicia são causadoras das enfermidades do corpo. Quando nos apercebemos embalados pelos braços árduos da amargura, conscientizamo-nos que os prazeres mundanos são espinheiros de angústia, na vida fora da matéria.
É importante lembrarmos que o corpo físico é o veículo temporário que o Espírito precisa para percorrer os caminhos do mapa terreno que a lei o compeliu.
É preciso muito esforço para não continuarmos aprisionados aos reflexos da paixões que cultivamos em nossas existências terrestres. Passarinho engaiolado não aprende a voar.
Na senda da verdade, o pensamento verdadeiramente elevado prescreverá o bem, desestimulando-nos o orgulho e o egoísmo

Psicografado por Rozalia P. Nakahara – Espírito Conde Odilon

O OUTONO

Quando o pálido e pródigo outono, com largueza,
Abandona nos campos, num noite de embriaguez,
Seus ricos tesouros, as frutas maduras no pomar,
Os cachos de uvas nas parreiras, e seus perfumes sutis,
O córrego puro volta a irrigar o prado
E volta a cantar a sua canção às margens umidecidas;
O sopro dos zéfiros, morno como na primavera,
Derrama nos roseirais amarosos os seus cantos;
A folha do arbusto, tombando sobre a terra,
Parece procurar mais longe e bosque e seus mistérios;
O pastor matinal conduz seus rebanhos
Nos prados, soprando suas flautas ligeiras;
A andorinha, que voeja em frente à janela,
Quer rever o telhado que a viu nascer:
Dar-se-ia que seu canto triste e misteriosos,
Aos moradores da casa, quer dizer seus adeuses;
A abalha, ao pino do dia, bordeja na latada
E se embriaga nos perfumes que a embriagaram na véspera.
Desde que a fresca manhã, branqueado o horizonte,
Com seus primeiros raios, acorda a habitação,
A jovenzinha se levantou e logo, em caminho,
Debulhando a canção que cada aurora escuta,
A podadeira à mão, as saias arrepanhadas,
à vinha ela acorre. _ Seus pés nus lavados
Pelo orvalho rosado. Alerta e corajosa,
Ela é vista nas fileiras ramalhando ao vindimador
Que se diverte a conversar sem encher seus cestos;
O pai, um pouco além, comanda os obreiros;
Os sulcos são revistos duas vezes pela vovó
Que recolhe, ao passar, os grãos caídos na terra;
O rapaz, em casa, arranja os tonéis gorduchos,
As esteiras estendidas para deitar as uvas,
A criança lança, brincando, o estalo de um riso feliz
Ao redor da velha espremedeira, que sob seus pés suspira,
Já, nas bacias, o vermelho licor.
Faz escoar suas ondas de ouro; sua espuma cheirosa
Leva ao longe os perfumes e sua branca fumaça.
Todo mundo já voltou. _ Cada um experimenta, à sua vez,
Cantando uma canção, o vinho novo do dia.
Não lhe parece que Deus, na sua grandeza
Não quis misturar a alegria e a tristeza?
ECOS POÉTICOS - L VAVASSEUR